Slow Food
Conheça a casa de uma chef de cozinha adepta do Slow Food
A ideia é que os princípios do Slow Living se espalhem pelo bairro e que nasça um sentimento comunitário entre todos
Para ela, não basta aplicar os princípios do Slow Living em sua vida. Chef de cozinha e proprietária do restaurante Zym, na Vila Ipojuca, em São Paulo, Cláudia Mattos viaja constantemente para participar de eventos e congressos patrocinados pelo movimento Slow Food ou pelo Transition Towns, uma rede de informações que procura sensibilizar centros urbanos em direção a uma vida mais sustentável. Além disso, dá aulas de culinária ao ar livre, no meio de uma horta orgânica, regada com água de chuva e adubada com terra de composteira.
Cláudia Mattos privilegia os produtos locais e frescos, colhidos na hora, na sua criativa cozinha vegetariana. O casarão foi reformado pelo marido de Cláudia, o arquiteto, radiestesista e artista plástico Manuel Goulart Mattos, o Manu.
Ser delicado consigo mesmo, com os outros e com a natureza. Fazer tudo com tranquilidade, ter tempo para curtir os prazeres da mesa e do convívio entre as pessoas. Essa é a filosofia simples que ancora o Slow Living (Viver com Calma), movimento surgido nos últimos anos na esteira do Slow Food, a resposta bem-humorada dos italianos ao jeito desatento de engolir o fast food. Se oSlow Food hoje é uma instituição presente em 132 países, inclusive no Brasil, o Slow Living não tem sede internacional reconhecida. É apenas uma proposta de viver com mais vagar e qualidade. “A velocidade vicia. E faz mal”, reconhece o canadense Carl Honoré, autor do livro Devagar, uma espécie de bíblia que ajudou a divulgar o conceito do movimento. Todas essas iniciativas apontam para o fato inegável de que as pessoas estão procurando cada vez mais viver de uma forma relaxada e, ao mesmo tempo, mais sustentável, mesmo morando em grandes cidades. “O respeito aos ritmos do corpo e da natureza é algo interno. É possível ser sereno e tranquilo num centro urbano tanto quanto ser estressado e ansioso numa fazenda”, afirma a jornalista Leila Ferreira, autora do livro A Arte de Ser Leve, uma ode à delicadeza no trato consigo mesmo e com os outros.
Reportagem Visual Zizi Carderari
Texto Liane Alves
Fotos Marco Antonio




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